O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), através da sua Delegação Regional dos Açores, nomeou oficialmente a depressão atmosférica Therese no dia 16 de março de 2026. Trata-se de um sistema de baixa pressão complexo, possivelmente com vários núcleos, centrado inicialmente no Atlântico entre os Açores e a Madeira, com pressão aproximada de 985 hPa (e valores mais baixos previstos, como 977 hPa em alguns momentos).
Esta depressão está a condicionar o estado do tempo em todo o território nacional — Açores, Madeira e Portugal continental — desde o final da tarde de 17 de março (terça-feira) e deverá manter influência até sábado, 21 de março de 2026.
Principais impactos previstos pela depressão Therese
De acordo com os comunicados e avisos do IPMA, os efeitos variam por região, mas incluem fenómenos típicos de final de inverno:
- Açores A região mais afetada inicialmente. Esperam-se rajadas de vento muito fortes (acima de 110 km/h em alguns locais), chuva forte e persistente, queda de neve em zonas altas (acima de 800 m no grupo central e oriental), e agitação marítima extrema com ondas até 8-9 metros (ou mais). Regista-se ainda uma descida acentuada das temperaturas — fenómeno pouco comum nesta altura —, com sensação térmica a rondar os 3 °C ou menos devido a vento de norte associado ao anticiclone e à depressão.
- Madeira Vento forte (rajadas significativas, por vezes acima de 100 km/h em terras altas), precipitação frequente e por vezes intensa, e mar muito agitado com ondas de sudoeste até 5 metros de altura significativa (picos mais altos). Os efeitos intensificam-se a partir de quinta-feira e podem prolongar-se.
- Portugal Continental A depressão posiciona-se a oeste do território, originando:
- Aumento da nebulosidade generalizado;
- Aguaceiros por vezes intensos e pontualmente fortes, especialmente no Centro, Sul e litoral;
- Trovoada em várias zonas (risco de granizo isolado);
- Vento moderado a forte, com rajadas até 65 km/h (ou mais no litoral e serras);
- Agitação marítima muito forte na costa ocidental, com ondas altas e risco para a navegação costeira.
Vários distritos do continente encontram-se sob aviso amarelo (e pontualmente laranja nos Açores) por chuva, vento, trovoada e/ou agitação marítima. Quinta-feira (19 de março) deverá ser um dos dias mais instáveis no continente, com maior probabilidade de precipitação acumulada elevada.
Riscos associados e recomendações
Devido à chuva persistente e intensa em curto espaço de tempo, existe risco de:
- Cheias rápidas em meio urbano;
- Inundações em zonas vulneráveis;
- Deslizamentos de terras em encostas instáveis;
- Queda de ramos ou estruturas devido ao vento.
O IPMA recomenda precaução na circulação rodoviária, evitar zonas ribeirinhas e costa durante o mau tempo, e acompanhar as atualizações em tempo real.




