Um incêndio rural que deflagrou no concelho de Vila Pouca de Aguiar, no distrito de Vila Real, mobilizou um contingente expressivo de mais de 200 operacionais apoiados por dezenas de meios terrestres e meios aéreos. Graças à rápida resposta dos corpos de bombeiros e das forças de proteção civil, a ocorrência evoluiu favoravelmente e encontra-se agora em fase de resolução.
Mobilização e resposta operacional no terreno
O alerta para o fogo florestal acionou de imediato os protocolos da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), que empenhou corpos de bombeiros de vários pontos da região de Trás-os-Montes. Perante a intensidade inicial das chamas e a orografia do terreno, o dispositivo foi rapidamente reforçado, tendo chegado a ultrapassar as duas centenas de bombeiros e elementos das equipas de sapadores florestais e da Força Especial de Proteção Civil.
Durante as operações de combate direto, o apoio dos meios aéreos foi fundamental para conter a progressão das frentes em zonas de declive mais acentuado e de difícil acesso para as viaturas pesadas de combate a incêndios (VFCI). A coordenação tática permitiu circunscrever o perímetro e evitar que o fogo colocasse em perigo habitações ou infraestruturas críticas nas imediações.
Transição para a fase de resolução e trabalhos de consolidação
Após horas de esforço contínuo no terreno, a estrutura de comando deu a ocorrência como dominada, transitando para a fase de resolução. Nesta fase, o incêndio deixa de ter perigo de propagação para além do perímetro estabelecido, mas os trabalhos continuam intensos.
As equipas no terreno concentram-se agora nas operações de:
- Rescaldo e extinção de pontos quentes: Arrefecimento de zonas no interior da área ardida onde existam combustíveis ainda em combustão lenta.
- Consolidação do perímetro: Abertura de faixas de segurança e vigilância de zonas de interface florestal para evitar projeções.
- Vigilância ativa: Monitorização constante das condições meteorológicas, em particular do vento e da humidade relativa, que podem potenciar reacendimentos súbitos.
Diferença entre resolução e extinção na proteção civil
No sistema de gestão de emergências da ANEPC, a classificação do estado das ocorrências segue critérios técnicos rigorosos:
- Em curso: O incêndio está ativo e a progredir, decorrendo manobras ofensivas de combate.
- Em resolução: O perímetro está dominado e não há perigo de expansão, mantendo-se o trabalho de extinção de focos secundários.
- Em conclusão: A fase de rescaldo está praticamente concluída, restando apenas tarefas de vigilância e desmobilização progressiva dos meios.
- Extinto: A ocorrência é dada por terminada quando não existe qualquer risco de reacendimento.
O dispositivo em Vila Pouca de Aguiar continuará no teatro de operações pelo tempo que for necessário para garantir que o perímetro fica totalmente seguro e sem qualquer ponto ativo.
Fontes
- RTP — Incêndio em Vila Pouca de Aguiar mobiliza duas centenas de operacionais
- dnoticias.pt — Fogo em Vila Pouca de Aguiar em fase de resolução
- Jornal de Notícias — Fogo em Vila Pouca de Aguiar mobiliza mais de 200 bombeiros


